Ordem Internacional e Multilateralismo
The Role of Hong Kong and Macau in China’s Relations with Europe (O papel de Hong Kong e Macau nas relações da China com a Europa), por Brian Hook and Miguel Santos Neves
Os processos de independência de Hong Kong e de Macau marcaram o fim de uma era de relações sino-europeias e o início de outra. Ambos os acontecimentos tinham sido precedidos por longas negociações, tratados bilaterais e períodos de transição prolongados. Consequentemente, desde a assinatura das Declarações Conjuntas, as implicações locais, nacionais e internacionais dos dois acontecimentos foram os focos da avaliação histórica, da análise estratégica, dos planos de contingência e da reformulação das políticas. À medida que o conceito de “um país – dois sistemas” é posto à prova, este processo previsível e inevitável continua. Uma questão importante que emerge do processo é se, nas condições de rápida mudança do século XXI, os dois territórios, como Regiões Administrativas Especiais (RAE), serão ativos ou passivos nas relações sino-europeias. Uma alternativa é saber em que circunstâncias os territórios seriam ativos e em que outras circunstâncias poderiam tornar-se passivos nas relações entre a Europa e a China?

