Política Mediterrânea
Introduction: L’impératif de la connexion (Introdução: O imperativo da conexão), por Álvaro Vasconcelos
Como o seu papel subordinado na crise do Golfo, a sua marginalização na Conferência da Paz do Médio Oriente e a sua impotência face à agressão nacionalista sérvia tinham confirmado, sem os instrumentos de uma política externa e de segurança comum, a Europa jamais será um ator de peso nestas questões e naquelas regiões que a afetam de forma vital e em relação às quais tem os seus próprios pontos de vista. No pós-Guerra Fria e num mundo que se desbipolariza, o Sul sente também a necessidade de questionar certezas que pareciam inabaláveis e de romper com um percebido terceiro-mundismo desatualizado. A tendência do sistema internacional no sentido da criação de espaços de integração e de livre comércio coloca o Magrebe, se este não se quiser isolar, perante a necessidade de desenvolver iniciativas que visem a criação de um espaço de integração. O presente texto reflete brevemente sobre de que forma esta cooperação mediterrânea é percebida e sentida de cada uma das margens.

