"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Efemérides

Morte de Emmanuel Mounier

A 22 de março de 1950 faleceu o filósofo cristão Emmanuel Mounier. 

(Grenoble, 1 de abril de 1905 - Châtenay-Malabry, 22 de março de 1950

Foi colega na École Normale Supérieure, na rue d’Ulm, de Raymond Aron e de Jean-Paul Sartre. A sua vida foi marcada pela ideia de “compromisso”, especialmente depois da guerra de Espanha, momento dilacerante para os cristãos, em que tomou partido da causa republicana, apesar de denunciar a violência e a cegueira, sentida em toda a parte. Quando dos acordos de Munique (1938) demarcou-se deles desde o início. Durante o regime de Vichy ainda fez reaparecer a revista fugazmente, denunciando a “desordem estabelecida”, mas depressa se tornaria uma referência moral da “resistência”, responsável pela mobilização de muitos jovens. No pós-guerra, procurou lançar pontes à esquerda, mas sem sucesso imediato. Morreu prematuramente em 22 de março de 1950. Deixou, porém, uma escola de cristãos livres, militantes sociais, operários e intelectuais (como Domenach e Delors), que viria a ter um papel decisivo na renovação da esquerda democrática nos anos cinquenta e sessenta (ao lado de Pierre Mendès-France), designadamente no grande debate sobre a Argélia.
Mounier teve em Portugal uma influência decisiva, sobretudo a partir dos anos cinquenta. A denúncia da “desordem estabelecida” e a ideia de compromisso das pessoas relativamente à procura da justiça e da liberdade tiveram uma importância significativa, quando muitos cristãos entenderam dever seguir um caminho de inconformismo e de rutura com o regime político que recusava a democracia. 
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