"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Efemérides

Morte de José Liberato Freire de Carvalho

A 30 de março de 1855 morre José Liberato Freire de Carvalho – mais conhecido por José Liberato ou, simplesmente, por Liberato, um dos memorialistas e publicistas portugueses mais destacados do século XIX.

(Quinta de Monte São, São Martinho do Bispo, 20 de julho de 1772 - Lisboa, 31 de março de 1855)

Nascido a 20 de julho de 1772 em Montessão, S. Martinho do Bispo - Coimbra, José foi um jovem crúzio que se iniciou como tradutor de Condillac e Tácito, depois foi o bibliotecário e professor em S. Vicente de Fora, e terminou escrevendo as suas Memórias da Vida, obra fundamental para o estudo e compreensão da história do liberalismo oitocentista em Portugal e na Europa. Como jornalista, começou em As Variedades, dirigiu O Investigador Portuguez em Inglaterra, fundou, editou e escreveu o Campeão Portuguez em Londres e depois o Campeão Portuguez em Lisboa, colaborando também no Paquete de Portugal em 1829, no seu segundo exílio inglês.
Deputado em quatro legislaturas (1822, 1834, 1836 e 1839), dirigiu a Gazeta de Lisboa e a Imprensa Nacional, sendo-lhe atribuída a redação do Auto de Exclusão de D. Miguel e a co-redação com A. Garrett da Constituição de 1838. Acompanhou o general Saldanha e esteve no Cerco do Porto no regresso dos liberais à luta pela liberdade. Foi refém de Massena, prisioneiro na cadeia universitária, enclausurado em Santa Cruz, homiziado em Coimbra, perseguido e exilado em fuga por duas vezes em Inglaterra.
Fundador e presidente da Sociedade Literária Patriótica de Lisboa, membro do Clube dos Camilos, foi sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, honorário da Academia de Belas Artes e sócio correspondente do Instituto Histórico de Paris. Foi ensaísta e memorialista, tendo escrito páginas indispensáveis para a leitura do tempo em que viveu, de 1772 a 1855.

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